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14/11/2016 Views: 929 Filmes&Series

Precisamos Falar Sobre: Supergirl

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Confesso. Não sou fã de Superman ou qualquer derivado, o excesso de poderes e a atitude de bom moço o tempo todo não fazem o personagem ser atraente pra mim. Mas vim aqui pra dar o braço a torcer, porque Supergirl me fez simpatizar por alguém da casa de El pela primeira vez em 20 anos.

Não começou assim; Quando vi o piloto de Supergirl, minha opinião variava entre fraco e simplesmente ruim. Mesmo assim, costumo dar uma margem de 3-5 episódios pra decidir se continuo a ver uma série ou não, mesmo já sabendo que eu provavelmente ia ver Supergirl pra cumprir a tabela DC na TV.

Faltava em Supergirl o que eu encontrava em Arrow e Flash: personagens relacionáveis, uma jornada que me prendesse e uma ação que fosse decente (tanto Arrow quanto Flash tem vários defeitos que me frustram constantemente, mas não to aqui pra falar disso hoje). Não importa o que eu fizesse, nada fazia eu me importar com algum personagem que eu assistia, e no formato de televisão seriado, que depende de audiência e engajamento dos fãs, isso é sempre preocupante.

E foi assim que passou a primeira temporada pra mim: a ponto de que quando a CBS anunciou o cancelamento eu ter ficado de certa forma aliviada, e de quando a CW anunciou que ia salvar a série eu ter rolado os olhos e pensado “Já não tão fazendo um trabalho ótimo com o que tem e querem trazer MAIS UM?!”.

De todo jeito, resolvi dar mais uma chance, afinal, apesar dos inúmeros defeitos, a CW fez um trabalho bom com as suas séries, e soube manejar até agora, talvez a mudança de tonalidade de um canal pro outro vá beneficiar Supergirl e ela finalmente vai ter a chance de brilhar.

Apesar de não gostar dos Supers, e achar o excesso de otimismo e poderes excessivos, sempre torci pelo sucesso da série. Deus sabe como ainda é raro ter uma série com uma protagonista feminina forte, principalmente no gênero dos super-heróis, e como representação é importante na mídia pra todas as pessoas. Nada bate o sentimento de se identificar com um personagem e formar uma conexão emocional que te ajude a escapar da realidade do mundo nem que seja por 45 minutinhos.

No final das contas eu estava certa, e a mudança de canal era o que Supergirl precisava. A segunda temporada mostrou um amadurecimento de todos os personagens, além de terem se tornado menos caricatos e mais parecidos com pessoas reais, com problemas e conflitos reais, mesmo lidando com aliens. Finalmente eu comecei a me importar com o personagens e as relações entre eles, seus conflitos e como eles seriam resolvidos.

A maior surpresa de todas? Que seria Supergirl que estaria me agradando mais entre todas as séries da CW, e que o dia chegaria que eu estaria indicando algo relacionado com Superman. O mundo dá voltas, sem dúvidas.

Supergirl é exibida na CW americana e no Warner Channel Brasil.