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16/10/2014 Views: 2180 BGS 2014, Computadores, Eventos, Mercado, Notícias, PC, Plataformas

Plataforma 2.5D, FPS Rogue Like e Survivor Horror adventure: os jogos indies brasileiros na BGS 2014

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Sem grandes lançamentos na edição da BGS 2014 e com filas que podiam durar algumas horas para jogar os títulos AAA, o pavilhão indie era uma boa opção para quem queria jogar algo diferente e de forma mais sossegada.

Enquanto na área indie havia opção de jogos já conhecidos como Toren, Aritana e Chroma Squad (esse último no stand da Sony), outros títulos menos conhecidos, mas igualmente bons, podiam ser encontrados em estandes vizinhos.

Aqui, fazemos um apanhado do que experimentamos e gostamos dos jogos indies na BGS 2014.

Shiny (Garage 227 Studio)

Energia é tudo em Shiny. No jogo de plataforma 2.5D é preciso controlar um robô chamado Kramer 227, que a cada movimento vai perdendo a energia, representado por uma barra no canto superior esquerdo.

Correr e pular gastam ainda mais a energia, que é recarregada em transformadores em pontos específicos do cenário ou coletando baterias espalhadas.
 

 
Tudo isso dá até um quê de estratégia para o jogo. “Como a energia é limitada o jogador precisa balancear suas opções e não desperdiçar sua energia, ou seja, ha um elemento de puzzle nesse controle, coletar energia para usar de forma criativa frente aos desafios do game”, fala Daniel Monastero, da Garage 227.

Ao meu lado enquanto jogava a demo, ele fala que na versão final o jogo terá mais elementos de exploração com passagens escondidas. “Vamos implementar alguns power ups para tanto adicionar mais habilidades ao Kramer quanto para fazer ele não desperdiçar tanta energia assim”, explica.

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Mesmo ainda em estágios iniciais de desenvolvimento, já dá para perceber esse é um jogo para ficar de olho. A previsão da Garage 227 é que Shiny seja lançado no primeiro trimestre de 2015. Por enquanto somente para PC. Atualmente o game também pode ser votado no Greenlight.

Pier Solar HD (Game Blox e Watermelon)

Talvez você já tenha ouvido falar de Pier Solar, um RPG Old School que foi desenvolvido para ser lançado para o Mega Drive (sim, com direito a cartucho e tudo). Na BGS, a nova versão em alta definição e para o PC do jogo estava sendo apresentada pelo estúdio goiano Game Blox, que co-produziu a versão HD e arte do game junto com os desenvolvedores originais da Watermelon.
 

 
Apesar de jogar pouco, já deu pra perceber que Pier Solar HD é ideal para os nostálgicos por RPGs da era 16-bit. Uma luta por turnos, com os personagens dispostos de lado já deu pra relembrar bem os primeiros Final Fantasy.

Além disso, Pier Solar HD conta com dezenas de personagens e cerca de 40 horas de jogo, múltiplos finais e tudo mais que os RPGs dos anos 90 tinham.

Apesar de ter sido originalmente pensado para o Mega Drive, a versão HD de Pier Solar já foi lançado para os consoles mais modernos e atualmente já tem versões para PS4, PS3, Steam e OUYA. De acordo com Diego Leão, da Game Blox e que recepcionou a gente no estande na BGS, uma versão para Xbox One e Wii U ainda devem chegar esse ano. Uma versão de PS Vita também está sendo desenvolvida, mas ainda não há data certa de lançamento.

Jogos da Reload Game Studios

Os paulistas da Reload Game Studios não trouxeram somente um, mas sim dois jogos para apresentar na BGS 2014: o recém lançado Cheescake Cool Conrad e o ainda em desenvolvimentoGet Over Here. Em comum eles tem a característica de serem bastante divertidos em se jogar em co-op local.

O simpático Conrad é um Mario Galaxy em 2D (e os desenvolvedores não escondem a inspiração no clássico do Wii), onde o jogador deve passar por planetoides, usando a gravidade deles para desviar de inimigos enquanto procura por pedaços de cristais sorvetes espalhados pelas fases. “Praticamente tudo no jogo te mata na hora”, fala Leandro Carlos, da Reload Game Stuidos.

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Se sozinho o jogo já é interessante, em co-op fica mais divertido e estávamos jogando em dupla, cada um controlando um personagem, enquanto pulávamos de um planetoide a outro. Ele é um daqueles jogos simples que te pegam na hora e você pode passar muito tempo preso nele.Cheesecake Cool Conrad já está disponível no Steam.

Já outro jogo igualmente divertido de se jogar com a galera é Get Over Here. Pense em umTowerfall Ascencion em que todos os personagens possuem a habilidade do Scorpion de Mortal Kombat de puxar um dos personagens para perto. A frase “Get Over Here” dita pelo personagem e o nome do jogo não são uma coincidência.
 

 
O objetivo aqui é usar a corrente para atordoar algum dos outros personagens e finalizá-los com um golpe. Mas não se resume a isso, já que eventos acontecem no cenário, como um tubarão no cenário de gelo que congela quem estiver em certa parte de arena, fazendo dele um alvo fácil.

“Esse é bem um jogo pra jogar em festas com os amigos”, fala Leandro.  Ele também diz que a semelhança com Towerfall não é à toa. “Observamos o sucesso de Towerfall para desenvolver o jogo”, disse.

Ainda em desenvolvimento, Get Over Here deve ser laçado em 2015 no Steam.

Heavy Bullets (Terri Vellmann)

A Devolver Digital marcou presença mais uma vez na BGS e, esse ano, além de levar Hotline Miami 2, trouxe uma “prata da casa”, o indie Heavy Bullets, do brasileiro Terri Vellmmann.

Heavy Bullets é um FPS, mas como qualquer produto indie, tem seu toque de “estranheza” ou originalidade em relação aos demais jogos do gênero. O primeiro deles está no visual bem colorido e psicodélico.
 

 
Outra característica bem própria está na mecânica das balas, que depois de usadas podem ser coletadas de volta do chão (daí o nome Heavy Bullets), o que dá um quê também de estratégia ao jogo.

Dos poucos minutos a frente do PC, a sensação é que o jogo não é fácil e não foram poucas as vezes que morri sem nem saber o que me acertou (talvez o barulho em volta não fosse o melhor ambiente para se experimentar o jogo).

Quando conversei depois com Vellmann, ele me surpreendeu ao falar que o jogo não foi nada inspirado em algum FPS e sim em um Rogue Like. “O Spelunky foi uma grande inspiração”, fala. “Eu gosto da ideia de que você precisa aprender as mecânicas para você conseguir explorar ele e muito das lógicas da criação das fases funciona pros dois jogos”, diz.

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Infelizmente não pude experimentar de novo o jogo com essa nova visão que o criador me passou e as duas estações com os jogos sempre ficavam cheias, principalmente por crianças. Mas quem quiser ver por si mesmo esse Spelunky em forma de FPS, Heavy Bullets já está a venda no Steam.

Kriophobia (Fira Soft)

Kriophobia é um jogo tipo Resident Evil, é um survivor horror, com elementos de adventures porque é um jogo de tablet”. Quando o programador de Kriophobia, Luiggi Reffatti, me falou isso logo quis experimentar.

O jogo é a mais nova aposta do estúdio Fira Soft, de Brasília, e a demo apresentada na BGS 2014 representava os últimos sete meses de desenvolvimento do game.
 

 
O visual cartoon pode até enganar, mas Kriophobia, mesmo ainda como uma demo, já consegue imergir em um clima de tensão. O uso de fones de ouvido é primordial para isso, já que sons e barulhos estranhos fazem parte de 50% do clima meio aterrorizante da demo.

Se o clima é de survivor horror, a jogabilidade é bem típica de adventures, principalmente os mais modernos, como os da Telltale. “A fase (da demo) é um grande puzzle que você tem que ir em um local, explorar, procurar itens”, fala a game designer do jogo, Gabriela Araújo.

Foi isso mesmo que eu fiz durante toda a demo, mas os desenvolvedores também afirmam que o jogo terá combates para quebrar um pouco a monotonia da exploração.

Com visual atraente e essa mistura survival adventure, Kriophobia tem um grande potencial. Talvez a única falha seja sua limitação à plataforma mobile. Felizmente, já durante a BGS, o estúdio iniciou conversas para poder desenvolver também versões para consoles do jogo.

Kriophobia tem previsão para ser lançado no ano que vem.

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No fim, se a BGS 2014 valeu de algo, mais do que experimentar lançamentos esperados como Bloodborne ou Resident Evil Revelations 2, foi também para jogar indies divertidos e de qualidade que estão sendo feitos no país.

 

fonte: Kotatku

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