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13/09/2014 Views: 3890 Computadores, Consoles, PC, Plataformas, Playstation, Xbox

Senhor dos Anéis: Shadow of Mordor é um jogo para encher J. R. R. Tolkien de orgulho

Quando foi anunciado no começo do ano, Middle-Earth: Shadow of Mordor deixou os fãs de Senhor dos Anéis pra lá de animados. Ambientado no universo do escritor J. R. R. Tolkien, o jogo de ação em terceira pessoa se desenrola entre os eventos de O Hobbit eSenhor dos Anéis. Pelo demo que testei nesta semana, parece que, diferente de alguns games lançados no passado e que foram um desastre, Shadow of Mordor não irá decepcionar os fãs da saga.

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O protagonista da história é o vingativo Talion, um guardião do Black Gate que foi morto e testemunhou o assassinato da própria família após o exército de Sauron retornar ao reino de Mordor. Depois de perder tudo o que importava em sua vida, Talion é ressuscitado por um outro fantasma que pede para que o protagonista corra atrás de sua vingança e mate Sauron, principal vilão da saga O Senhor dos Anéis.

A partir daí, o nosso guardião ganha poderes sobrenaturais para conseguir a sua tão sonhada e aguardada vingança.

Jogando

Talion aparece pela primeira vez no jogo em espécie de torre gigante, de onde é possível observar toda a paisagem de Mordor. E que paisagem. Iluminado magistralmente pela luz do sol, os repletos morros esverdeados chamavam realmente a atenção no gigantesco mundo aberto do game.

Depois do longo tempo admirando os gráficos, pulei ao chão para começar a minha primeira quest e não demorou muito para os primeiros Uruks, os inimigos mais comuns no jogo, começarem a me cercar.

O estilo de combate de SoM é basicamente aquele esquema de apertar “quadrado, quadrado, quadrado, triângulo, triângulo, triângulo” loucamente enquanto Talion realiza seus ataques com a espada. Quem não estiver afogado no meio dos inimigos ainda poderá realizar outros golpes como agarrões, decapitações por meio de cutscenes e também utilizar o arco e flecha para dar uns headshots.

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A jogabilidade é bem parecida com Batman: Arkham Asylum ou God of War, com a diferença que os Uruks são um pouco mais difíceis de matar. O jogador poderá passar um bom tempo batalhando contra cinco ou seis inimigos até acabar com todos eles. Porém, para a minha sorte, Peter Wyse, produtor de Shadow of Mordor, estava ao meu lado, dando (ou tentando) dar dicas de como eu podia me livrar de certas situações.

A dica de Peter naquele momento foi a mais valiosa possível. Com uma certa paciência, o produtor me indicou que o melhor a se fazer quando se está cercado por inimigos é usar meus poderes sobrenaturais para invocar um Graug, uma espécie de Troll gigante, para que ele pudesse pisar/devorar/arremessar os inimigos e tirá-los do meu caminho. Além da destruição, os Graugs que você controla funcionam também como meio de transporte, uma vez que se movimentam de formar bem mais rápida pelo cenário irregular do game. Além dos gigantes, Talion também poderá invocar Caragors, outra criatura que pertence à sagaLOTR, para usa-los como transporte.

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A minha primeira missão era matar um dos Warchiefs disponíveis naquela versão, um tal de Gorfel Jaws (muito bem detalhado, por sinal), um Orc que possui que possui uma máscara de metal em sua boca lembrando bastante Bane, vilão de Batman. Peter Wyse começou a me guiar pelo cenário e tentou me convencer a usar a função de Fast Travel para chegar mais rápido ao meu objetivo, porém, eu estava muito animado dando aquele rolê com meu Graug e queria admirar um pouco mais a paisagem de Mordor.

Chegando ao local onde estava Jaws, saltei de cima do gigante e Talion rapidamente se pendurou em uma das encostas para chegar rapidamente à base da fortaleza inimiga. Neste momento não teve como não comparar a agilidade do protagonista com a de Ezio ou Altaïr, de Assassin’s Creed. Talion também parece ter a agilidade de um assassino e suas habilidades furtivas poderão ser testadas se o jogador quiser.

Mas não foi o meu caso. Preferi chegar com o pé na porta. Lógico que não preciso falar que não deu certo. Dezenas de Uruks começaram a me cercar, inclusive Gorfel Jaws, e como o protagonista não pode escalar os muros da fortaleza para fugir, ele só pode subir por escadas espalhadas pela estrutura, fiquei preso no meio dos inimigos e não tive tempo de sair para coletar as ervas necessárias para recarregar a barra de sangue.

Falando em sangue, acho que a Monolith, desenvolvedora do jogo, passou muito tempo detalhando o belo cenário de SoM e esqueceu um pouco do acabamento do sangue dos inimigos. Quando Talion ataca, o sangue negro dos Uruks jorra de uma maneira esquisita e não natural, chegando a dar a sensação que você está jogando o game em um PlayStation 2 ou Xbox de dez anos atrás. Lembrando sempre que a versão que joguei não é a final, então pode ser que isso mude até o lançamento oficial do jogo.

Até que consegui matar algumas massas de Orcs com ajuda de barris de pólvora explosivos espalhados pelo cenário, mas acabou não sendo o suficiente pois os inimigos NUNCA param de chagar ao menos que você consiga dominar o seu líder. Antes de morrer, o jogador ainda terá uma última chance de se recuperar com ajuda de uma espécie de mini-game, se acertar os comandos na hora certa, matará seu adversário e recuperará parte da energia. Se errar, tomará um golpe no meio da testa. No meu caso aconteceu a segunda opção, mas mesmo assim não desisti e tentei uma outra abordagem na segunda tentativa.

Antes de retornar ao local onde morri (não sei se essa era a palavra certa logo que o protagonista já está morto, mas enfim), Peter Wyse me advertiu dizendo que o Uruk que havia me matado agora havia ganhado uma promoção e tinha ficado ainda mais forte. Isso se deve graças ao Sistema Nemesis, que segundo a Monolith, permite que todos os seus inimigos evoluam e possam virar até seu arquirrival do jogo, por meio de uma “personalidade própria”.

Porém, um novo confronto não era mais a minha intenção, o novo objetivo era marcar um inimigo um pouco abaixo na linha hierárquica, para que ele acatasse as minhas ordens, e assim, apunhalar Gorfel Jaws pelas costas assim que possível. Em um ponto diferente do mapa, tive que invadir uma outra fortaleza, só que desta vez sem chamar atenção e usando uma habilidade fantasma que permite a Talion visualizar todos os inimigos de uma vez. Desta maneira, consegui chegar sem ser notado até o meu alvo que estava dando sopa no alto de um posto avançado.

Depois de escalar o local e chegar sorrateiramente por trás do Uruk, consegui dominá-lo com L1 para depois ordenar que ele fosse até Jaws e o assassinasse. Depois da ordem, dei um tempo para que meu mais novo escravo chegasse até a fortaleza de seu líder para, em seguida, me encaminhar até o local. Chegando lá, fiquei feliz de ver que meu comandado cumpriu à risca as minhas instruções, assassinando seu chefe na frente do público. A partir daí tive que derrotar mais alguns Caragors e Uruks mais leais ao antigo chefe, mas o estrago já estava feito e eu já tinha meu primeiro exército para derrotar Sauron.

Bem a tempo, pois meu tempo já havia se esgotado e meu fiel escudeiro, Peter Wyse, havia acabado de me alertar: “Someone is coming to kick your ass”.

Middle-Earth: Shadow of Mordor é um belo jogo que consegue divertir com várias maneiras de se conseguir concluir o objetivo. Na demo que joguei havia apenas cinco chefes para abater, mas no jogo completo, a Monolith prometeu ainda mais recursos e inimigos para ajudar na vingança de Talion.

Aqui no Brasil, Shadow of Mordor será legendando e dublado para o português. O jogo ainda terá o título traduzido para “Terra-Média: Sombras de Mordor”, estratégia comum na indústria cinematográfica e que não é tão utilizada na indústria de games.

O jogo custará R$199,90 em sua versão para PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360 e Xbox One. Já para PC, o game sairá por R$ 99,90 e já está na pré-venda no Steam.

fonte: www.kotaku.com.br

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