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24/08/2012 Views: 837 Playstation, Xbox

Ninjas em câmera lenta: testando a demo de Metal Gear Rising: Revengeance

Metal Gear Rising: Revengeance é exatamente o que eu esperava de um jogo desenvolvido em conjunto por Hideo Kojima e pela Platinum Games: exagerado, divertido, rápido e com a capacidade de não se levar nem um pouco a sério, mesmo que a sua história aponte na direção contrária.

Presente durante o Konami Gamers Night, evento da empresa para o mercado brasileiro, a demonstração do jogo começava com um Raiden de sombrero e poncho. Era a mesma versão que os mexicanos jogaram há algum tempo, mas agora com legendas e menus em português.

Um Metal Gear em português? Quem diria.

Mas a língua dos ciborgues e das katanas é universal, e o ninja criado por Kojima e Atsushi Inaba usa essas palavras como ninguém. A prova disso vem em um tutorial que dura pouco mais de dez minutos e começa com a grande novidade do jogo: o Modo Lâmina/Sistema de “Zandatsu”. Também conhecido como “aquilo que permite ao Raiden fatiar melancias com tamanha maestria”.

Segurando o L1/LB, você entra no “Blade Mode”, e é nele que a magia acontece. Com o analógico direito você regula o ângulo do corte, e aí é só deitar o mesmo direcional para o outro lado para executar o golpe. Assim são feitas as execuções precisas, cirúrgicas. Mas é muito mais divertido ficar sacudindo o direcional de um lado para o outro para ver em quantos pedaços você consegue picotar engradados, melancias, placas, carros e, claro, pessoas. E não se preocupe, porque o jogo faz a contagem do estrago direitinho.

O modo câmera lenta do Modo Lâmina depende da sua barra de energia. Você pode ativá-lo mesmo que esteja zerado, mas isso só vai fazer com que Raiden fatie as coisas na velocidade natural. Como recuperar o poder? Fazendo uma incisão no corpo de algum inimigo e arrancando-lhe a espinha robótica, como já mostravam os trailers de quando o jogo ainda não estava com a Platinum. Não é todo inimgo que pode dar energia, mas isso não quer dizer que você precise economizar – pelo menos na demo.

Essas mesmas “Células de Combustível” também servem para ativar a Corrida Ninja, modo no qual Raiden, além de correr mais rápido, também pula obstáculos automaticamente (e consegue pular de míssil em míssil, em pleno ar, até chegar a um helicóptero).

Mas em sua essência, Metal Gear Rising parece um bom e velho jogo de ação da Platinum: fluido, com golpes espalhafatosos e com várias maneiras de arrancar os membros alheios. Nessa versão, os combos (que usam golpes fracos e fortes) eram limitados, colocando o jogo em um ponto entre Bayonetta e Anarchy Reigns, mais perto do game de pancadaria online do que da bruxa de Hideki Kamiya.

Se você estava preocupado com a bagunça, saiba que existe, sim, vantagens em ser furtivo. Enquanto os guardas patrulham, você pode se aproximar com calma e eliminá-los com um golpe só, se eles não tiverem percebido sua existência. Não parece existir nenhuma mecânica específica para esse tipo de furtividade (como um botão para encostar em paredes, por exemplo), mas é bom saber que a opção existe.

Ainda assim, o sistema básico de combate se mistura bem com o Blade Mode. No meio de um combo você pode, se quiser, levantar o inimigo para o alto e, no meio de um pulo acrobático, congelar o tempo para fatiar o infeliz em quantos pedaços você quiser. Isso faz os combates entrarem num ritmo bacana, e dá a sensação de que você realmente é um ninja cibernético que já derrubou robôs gigantes com os pés.

E por falar em robôs gigantes, em um ato de Kojimice descarada, a demo termina em um cliffhanger: o Raiden de MGS 4 está pronto para enfrentar um Metal Gear Ray, sozinho. O jogo carrega todas as barras de vida e, quando você acha que vai começar a lutar, entram os créditos. É sacanagem, mas é assim que a gente gosta.

Metal Gear Rising: Revengeance sai em 19 de fevereiro de 2013 para PlayStation 3 e Xbox 360.

Fonte: http://www.kotaku.com.br/

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