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03/05/2011 Views: 934 PC

Back to the Future: The Game (Episode 4)



Sem atraso, como sempre, a Telltale liberou o quarto capítulo (de cinco) de Back to the Future: The Game. No episódio anterior, a Hill Valley de 1986 é dominada pelo Primeiro Cidadão Brown – um Emmett Brown que foi manipulado pelas ideias da jornalista Edna e que transformou a pacata cidade em uma espécie de reduto superseguro vigiado 24 horas por dia.

Só que Marty consegue convencer Emmett de que se deixar influenciar por Edna foi um dos piores erros de sua vida – e a saída é ambos voltarem a 1931 para tentar impedir que o jovem Emmett se envolva com a moça.

E assim começam as peripécias do penúltimo episódio de Back to the Future: The Game. Começando pelos aspectos técnicos, a Telltale conseguiu manter o bom nível da dublagem e dos detalhes e referências que remetem aos filmes e até ao brinquedo do Back to The Future que ficou instalado no parque da Universal Studios de Orlando até meados da década passada.

Mas, quando tudo parece pertencer ao universo Back to the Future, surgem algumas discrepâncias que o distanciam da trilogia dos cinemas. Uma delas é que Marty (que continua sendo chamado de Martin pelas outras personagens) mostra uma faceta que nada tem a ver com o ingênuo Marty dos filmes: o objetivo dele, durante quase todo o jogo, é não deixar que Edna e Emmett não se envolvam.

Aí, vale até provocar ciúmes na moça e fazer o cientista parecer uma pessoa que ele não é. As coisas ficam piores quando eles se desentendem e criam uma situação quase absurda, impensável nos filmes e na personalidade de Marty McFly construída nas películas. Sai o Marty que se mete em encrencas porque quer o bem de todos, e entra o Marty egocêntrico que faz de tudo para destruir o relacionamento dos jovens Emmett e Edna e ainda acha que tem razão.

O game continua fácil, e os diálogos permanecem com o bom número de respostas e perguntas possíveis que nós vemos desde o terceiro episódio. O problema é que algumas situações são extremamente forçadas, como aquela em que Emmett não deixa Marty ajudá-lo a consertar o DeLorean porque isso pode “causar um paradoxo no espaço tempo” que arruinaria tudo – mas pera lá, Marty já fez isso nos filmes. As participações ínfimas de Jennifer Parker e Arthur McFly também decepcionam.

Mesmo relevando tudo isso, o fato é que a aventura e aquela sede por exploração e por ver como os fatos vão se desenrolar foram substituíds por uma série de intrigas e complôs que cairiam melhor na novela das seis. Aliás, parece que a história foi escrita como uma novela mesmo: o começo foi todo bem definido, mas a fonte de ideias aparentemente se esgotou. A Telltale terá muito, mas muito trabalho para resolver todas as confusões no capítulo restante – segundo a sinopse, Marty e Doc se “envolverão em uma perseguição pelo passado, presente e futuro de Hill Valley”, sugerindo que poderemos ver a cidade de 2015 que apareceu no filme De Volta Para o Futuro: Parte II. Ficamos no aguardo do desfecho.

 

Fonte: http://gametv.com.br/