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25/03/2011 Views: 600 Curiosidades, Notícias

Valve mostra como pode mudar a maneira como jogamos videogame usando sinais vitais do jogador

Pouco antes do lançamento de Halo 3, em 2007, uma matéria na capa da revista americana Wired atraiu todos os olhares para uma tal ciência do jogo.

A matéria detalhava os inovadores métodos de monitoração utilizados pela Microsoft para ententer através da neurologia e psicologia como os jogadores experimentavam e o que eles sentiam enquanto jogavam o shooter cujo lançamento viria a ser um dos maiores eventos do ano.

Através de sinais vitais como batimentos cardíacos ou expressões faciais e rastreamento do olhar, a Microsoft conseguiu compreender melhor a maneira como as pessoas jogavam Halo 3.

Microsoft criou Halo 3 com base nos testes de biofeedback que recebia de jogadores 

Além de usar as mesmas técnicas e outras ainda mais avançadas de biofeedback para testar seus jogos com os jogadores, a Valve tem investido pesado em novas tecnologias, muitas ainda em caráter experimental, mas que podem mudar para sempre a maneira como interagimos com os jogos.

Durante uma palestra da GDC, Mike Ambinder da Valve apresentou alguns progressos da companhia nesta área. Jogos são experiências vividas pelos jogadores, que durante o processo de jogabilidade se engajam emocionalmente. Portanto, enquanto jogamos, estamos estimulando diferentes áreas do cérebro e liberando hormônios e alteram nosso estado emocional.

Dentre os métodos utilizados para compreender o que o jogador sente a cada obstáculo, desafio e momento proposto pelo jogo, a Valve convoca jogadores para experimentar seus jogos enquanto analisa batimento cardíaco, o nível de condutância elétrica da pele, expressões faciais, movimentos dos olhos, correntes elétricas do encéfalo (através da eletroencéfalografia), temperatuda do corpo etc. Não tudo ao mesmo tempo, é claro.

Em experimento, Left 4 Dead punia ou recompensava o jogador em tempo real de acordo com suas emoções 

Além de ajudar os desenvolvedores a compreenderem e aprimorarem melhor a experiência de seus jogos, os dados podem ser usados para moldar a própria experiência, como se fosse um comando a mais fornecido pelo jogador. Ja imaginou jogar um jogo que se ajusta em tempo real conforme seus sentimentos e emoções? Que muda a dificuldade, seleciona oponentes online e altera o comportamento da inteligência artificial com base no seu estado emocional? Para o departamento de pesquisa da Valve isso já é realidade.

Um dos testes realizados pela companhia foi adaptar o sistema de inteligência artificial de Left 4 Dead (conhecido como “diretor”) para responder de acordo com as informações captadas de cada jogador. Com o biofeedback, o diretor sincronizava os acontecimentos do jogo com as reações e emoções do jogador, tornando a experiência ainda mais tensa e impactante enquanto mantia a dificuldade justa e equilibrada.

E que tal usar seus próprios olhos como cursor para sua arma em Portal 2? Parece ficção-científica, mas a Valve foi capaz de realizar tal façanha, apresentada em vídeo por Mike.

Uma câmera especial da companhia foi usada para rastrear a posição dos olhos do jogador na tela, transformando essas infomações em comandos dentro do jogo. Assim, enquanto o jogador movia seu personagem com controles convencionais, precisava apenas olhar para determinado ponto do cenário para mover sua mira naquela direção, o que tornava tudo mais natural.

Ainda é cedo para dizer quando esses recursos poderão ser disponibilizados para o usuário final, mas é inegável que tais avanços fazem parte de algo muito maior que poderá mudar completamente a maneira como jogamos videogame. E, pelo visto, a Valve será pioneira.

Fonte: http://arenaturbo.ig.com.br