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26/01/2011 Views: 384 Nintendo DS, Playstation, PSP, Xbox

Tron Evolution

A saga de “Tron” começou em 1982, com um dos primeiros filmes a usar computação gráfica para contar uma história. Na época, o salto tecnológico representado pelo longa-metragem foi enorme e modificou a forma que as pessoas olhavam para a arte digital. Porém, o mesmo não acontece com sua sequência, “Tron: O Legado”, lançado nos cinemas no final de 2010 e muito menos com “Tron: Evolution”, game que, teoricamente, serve de elo entre os dois filmes.

Inimigo do usuário
Em “Evolution”, o jogador controla Anon, emissário virtual de Kevin Flynn, o personagem interpretado por Jeff Bridges nos filmes. Porém, “Evolution” não faz uma introdução ao mundo de “Tron” e assume que o usuário já tenha assistido à película de 1982, algo um tanto quanto improvável.

A mecânica do game é típica dos jogos de ação em terceira pessoa, e Anon enfrenta seus oponentes com ataques fortes, fracos e de longa distância. Algumas habilidades especiais estão lá para dar alguma variedade e são necessários para acabar com determinados tipos de inimigos.

O combate é a melhor característica do jogo, que oferece diversos tipos de seres cibernéticos, todos prontos para deletar o herói. Mas mesmo aí, “Evolution” apresenta falhas que não escapam ao olhar mais crítico, como o sistema de mira esquizofrênico, que teima em deixar o jogador na mão quando existem diversos capangas na tela.

O problema é acentuado pela câmera que teima em se mover sozinha e apontar para paredes ou para o chão. A visão é prejudicada quando Anon está em locais apertados ou praticando suas habilidades acrobáticas. Correr pelas paredes virtuais é uma tarefa tão difícil quanto instalar um novo sistema operacional. Partes do jogo que deveriam ser simples, como saltar em plataformas, se tornam um martírio devido à câmera.

Anon também pilota as famosas ‘Light Cycles’, motocicletas de luz eternizadas por “Tron”. Entretanto, estas seções do jogo são tão previsíveis que acabam sendo bobas e sem propósito. O jogador segue por enormes retas e deve se esquivar de obstáculos usando rampas e outras manobras tão simples quanto andar da esquerda para direita. Estas corridas são imensas e tão entediantes que dá vontade de desligar o videogame.

O que salva “Tron: Evolution” é o modo multiplayer. Até dez pessoas combatem em arenas que fazem bom uso das habilidades dos personagens e dos veículos. Os jogadores podem saltar e convocar as suas Light Cycles com um simples toque de botão – um movimento divertido que não é explorado na campanha para um jogador.

Considerações

A câmera, velho vilão dos jogos em terceira pessoa ataca com tudo em “Tron”. Se os produtores tivessem dado mais atenção a elementos fundamentais como esse, “Tron: Evolution” seria um jogo muito bom. Do jeito que está, é irritante não conseguir fazer coisas simples como saltar entre plataformas ou focar os ataques em um adversário. O pior de tudo é ver as ‘Light Cycles’, o maior ícone de “Tron”, ser desperdiçado em estágios bobos e sem desafios. O melhor para os fãs da franquia é ficar com os filmes, obras de qualidade infinitamente superior, tanto em acabamento quanto em diversão.

Fonte: http://jogos.uol.com.br/