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19/11/2010 Views: 479 Nintendo Wii

Donkey Kong Country Returns

Dentre muitos clássicos lançados para Super Nintendo pela própria fabricante do videogame lá pela metade dos anos 90, uma das séries que mais ficou marcada na lembrança dos jogadores é “Donkey Kong Country”.

Concebida pela produtora britânica Rare, deu nova vida ao antigo mascote da Big N, o gorilão Donkey Kong, meio esquecido desde que brilhou nos fliperamas nos anos 80. Os cartuchos impressionaram por apresentarem gráficos feitos em computação gráfica de ponta para a época e também um clássico estilo de aventura plataforma em 2D, com mundos repletos de fases e segredos para descobrir.

Sucesso de crítica e vendas, a vertente “Country” rendeu uma trilogia no SNES e ainda inspirou jogos portáteis e outra produção em 3D para o Nintendo 64 – além de também alçar Donkey de volta ao rol de principais heróis da Nintendo.

Após anos fora de cena, “Donkey Kong Country Returns” marca o retorno de DK às aventuras plataforma em grande estilo no Wii, focando no estilo clássico, mas com qualidade e capricho sem igual.

Renovando a nostalgia

Finalmente, a Nintendo decidiu apostar novamente na nostalgia e carisma do herói, revivendo a linha “Country”. Como a Rare agora é produtora exclusiva da Microsoft, a missão passou para a Retro Studios, renomada pelo excelente trabalho na trilogia “Metroid Prime”. Com extrema competência, a equipe fez jus à missão, criando uma experiência divertida e polida, com requintes que, veja só, parecem até da antiga Rare.

Donkey Kong volta ao Wii
“DKCR” não enrola e parte logo para a ação: uma breve animação em computação gráfica mostra estranhos totens surgindo na ilha de Donkey, hipnotizando os animais do lugar e fazendo-os roubar todas as bananas do macacão. Assim, o gorila e o chimpanzé partem para resgatar o tesouro passando por cenários dos mais familiares.

O game é referência direta ao primeiro “Donkey Kong Country”, trazendo elementos conhecidos o tempo todo. O primeiro mundo é a selva, depois aparecem também ambientes de florestas mais densas, cavernas (com direito a muitas fases sobre carrinhos de mina, com movimento automático de tela), fábrica e outros. São oito mundos no total, mas há cortes em relação ao passado: não há fases de neve ou mesmo debaixo da água, que eram muito marcantes. Outro corte que deve ser sentido é com relação aos animais amigos controláveis: o rinoceronte Rambi, está lá, por exemplo, mas o papagagio Squawks

Dentre os poderes, há novidades: além de rolar, os macacos podem bater no chão e assoprar, utilizados para interagir de diferentes maneiras com o cenário, como quebrar pedras ou fazer cata-ventos girar. Por sua vez, essa interação ajuda a descobrir mais e mais itens e passagens secretas. “Returns” honra o estilo Rare de ser, apresentando diversos cacarecos para coletar, como peças de quebra-cabeça, moedas e balões de vida extra. Depois, claro, tudo conta para a porcentagem total de jogo e ainda ajuda a habilitar novas fases e conteúdo extra, como imagens e músicas para ver em galerias.

Diddy volta em modo multiplayer
Nos controles ainda há outra grande mudança: jogando sozinho você controla apenas Donkey Kong e ao recrutar Diddy (tirando ele de um barril, claro) é possível rolar por mais tempo e flutuar por algus segundos nos saltos, utilizando o par de foguetes do macaquinho. Além disso, é possível também jogar simultaneamente de forma cooperativa, resultando numa experiência muito similar a “New Super Mario Bros. Wii”, mas sem tanta bagunça. A única reclamação fica por conta do ataque de rolar, ativado apenas ao balançar o controle: às vezes você acaba rolando por engano ao chacoalhar o Wii Remote sem querer, e isso pode acabar resultando em um pulo errado e a morte certa para o símio de gravata.

Assim, a mecânica não replica exatamente o estilo visto nas aventuras do Super Nintendo, parecendo mais uma versão renovada e mais ágil. O design das fases é divertido e inteligente, quase como um quebra-cabeça, deixando claro que é possível atravessá-las de forma rápida e coletando vários itens.

Rambi, o rinoceronte, marca presença
Ao mesmo tempo, incentivam também uma exploração mais detalhada, graças à inteligência e capricho extremo no visual. Os gráficos 3D são detalhados, coloridos e bem animados; o tempo todo há elementos no cenário que vibram e reagem aos movimentos dos Kongs. O título ainda emprega momentos de 2,5D, jogando os macacos para passear em outros planos de cenário, ora jogando eles para o fundo, ora para frente ou às vezes até atirando eles de um canto para outro no cenário. É divertido de acompanhar e renova a brincadeira.

No mais, “DKCR” impressiona também pela dificuldade elevada. Enquanto alguns outros jogos da Nintendo nos últimos tempos claramente pegam leve no desafio, buscando agradar um público maior, “Donkey Kong” traz dificuldade na medida e similar à dos episódios de Super Nintendo, complicando sem frustrar.

Fonte: http://jogos.uol.com.br