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26/10/2010 Views: 830 Playstation, Xbox

Sonic the Hedgehog 4: de volta às origens e em boa forma

No começo dos anos 90, as crianças no meu bairro se identificavam pelos videogames que elas possuíam – uma vizinhança nerd, de fato. A maioria dos meus amigos tinha consoles da Nintendo, mas isso não reduzia o orgulho que eu tinha dos meus Master System e Mega Drive.

Embora eu tivesse meios para jogar Super Mario World (emprestar meus novíssimos patins in-line em troca de uma hora de Super Nintendo era um sucesso), foi com Sonic que passei uma boa e nostálgica porção da minha infância.

Curiosamente, não dei muita bola para Sonic 4 desde que ele foi anunciado, há mais de um ano. Aquele primeiro vídeo do anúncio do jogo despertou um certo saudosismo, eu confesso, mas após vê-lo umas 10 vezes seguidas, aquilo me parecia Sonic 1 em versão plastificada. De volta ao presente, lá estou eu voltando ao passado, em menos de cinco minutos de jogo.

Como nos velhos tempos

Sonic 4, disponível nas redes online do Xbox 360, PlayStation 3, Wii e até mesmo no iPhone, não é apenas o retorno da série às origens. O numeral não está ali de bobeira: a sensação que o jogo proporciona é a de jogar um novo Sonic aos moldes dos primeiros títulos da série.

As músicas e o clima do jogo são reminiscentes de Sonic 1, enquanto que os movimentos do personagem, variedade de fases e mecanismos malucos parecem ter saído de Sonic 2. Até o ataque automático, de Sonic Adventure, foi muito bem implementado aqui, exigindo timing e atenção do jogador. É, enfim, um autêntico jogo antigo do Sonic, com nova roupagem.

Com apenas o direcional e um único botão de ação, você pula, vira bolinha, dispara em alta velocidade, realiza ataques, ativa mecanismos e mais. A máxima “fácil de jogar, difícil de dominar”, uma das leis do bom game design, se mostra verdadeira em Sonic 4.

Ainda que os quatro mundos de jogo, cada qual com três fases de duração média, reciclem diversos elementos dos games antigos, como os mecanismos de pinball e caça-níqueis da Cassino Street Zone e as engrenagens gigantes de Mad Gear Zone, Sonic 4 também traz suas próprias surpresas. Cada fase traz alguma brincadeira, quebra-cabeça e novidade, que complementam e dão variedade à jogabilidade.

Ao contrário dos últimos jogos da série, inclusive os em 2D, como Sonic Rush, não basta só correr e ver os cenários borrados passando à mil pela tela. Aqui o porco-espinho tem uma velocidade equilibrada, permitindo um melhor controle do personagem e a exploração dos múltiplos caminhos de cada cenário. Ainda assim, há muitos momentos de corrida e perseguição em alta velocidade, como as famosas e tensas fugas de paredes móveis.

As primeiras fases são fáceis o suficiente para você conseguir chegar ao final com cem argolas sem problemas, permitindo o acesso às fases bônus através da argola gigante, desde que você não passe direto pela plaquinha giratória – ah, a nostalgia! Já nas fases mais avançadas, é bom manter a calma para não lançar o controle contra a parede (e claro, possuir uma boa reserva de vidas).

Lembra da fase especial do primeiro Sonic, em que era preciso guiar o azulão em forma de bolinha em uma espécie de labirinto giratório? Então, ela está mais hipnótica do que nunca, com seu novo fundo caleidoscópico. Ao final de cada uma dessas fases você encontra uma esmeralda, e se você é versado no universo de Sonic, deve saber que coletar todas elas significa jogar com a versão dourada “super cool” do herói.

Presente para os fãs

Se você foi um dos que reclamou do tamanho das pernas do Sonic, que a câmera estava muito próxima do personagem ou coisas do tipo em fóruns e comentários de vídeo do YouTube, saiba que nada disso é de fato sentido durante o jogo. O maior defeito de Sonic 4 é ser um jogo curto, que pode ser terminado em uma única sentada no sofá. Os placares online e o modo time attack ampliam sua duração, mas ainda assim, quatro mundos parece muito pouco para um jogo do Sonic.

O visual é bastante detalhado e ultra-colorido, e faz uma mistura interessante de imagens pré-renderizadas com cenários em 3D. Ainda assim, a escolha por uma estética mais realista do que estilizada e cartunesca dá aos cenários uma certa frieza plástica e metálica que não se sentia nos jogos antigos da série.

Já no aspecto sonoro, há uma clara inspiração nas melodias de Sonic 1 – as batidas, aliás, são as mesmas. À priori, soam estranhas e limitadas a loops curtos e repetitivos, mas antes que você perceba, estará acompanhando mentalmente cada uma das dezenas de músicas do jogo.

Desta vez a Sega acertou: Sonic 4 é sim o retorno às origens que a produtora tanto prometeu nos últimos anos. Em poucas palavras, trata-se de uma mistura altamente nostálgica dos dois primeiros jogos da série com visual em alta definição (pelo menos no Xbox 360 e PlayStation 3), com algumas novidades – isto é, o suficiente para levar qualquer fã da série ao delírio. Embora não seja uma experiência muito duradoura, é sem dúvida um dos maiores acertos da Sega para a série. Agora, resta esperar pelo segundo episódio.

Fonte: http://arenaturbo.ig.com.br/